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15 de abril de 2016

#Livro | Resenha: A Sereia

Geeeenteee, que saudades daqui! Tô muito em dívida com vocês por causa da falta de postagens com frequência aqui no Desmascarada, e depois de basicamente só posts com playlists, vim postar na minha categoria preferida ever e trouxe uma resenha mara, sobre um livro mara, de uma autora mara, que escreveu uma série mara (hahaha, acho que vocês já entenderam!)

Depois de cinco meses sem ler ou conseguir terminar nenhum livro, Kiera Cass me trouxe de volta a ativa com A Sereia (título original: The Siren) e óooobvio que eu não iria deixar de compartilhar isso com voxês né?
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

Kahlen é uma garota de 19 anos que após um naufrágio, escolheu viver. E foi por essa decisão que a Àgua a "salvou". Porque as aspas? Bem, viver 100 anos de servidão, cantando e alimentando a Água com a morte de pessoas inocentes, não me parece bem uma salvação. Mas se tornar uma sereia era a melhor chance para Kahlen continuar vivendo. Sem essa segunda chance, ela certamente teria morrido afogada, e jamais teria se unido a uma irmandade de garotas aparentemente comuns, mas que não envelhecem, não se machucam e têm uma beleza radiante.
Eu ia morrer.
Não!, pensei enquanto lutava para voltar à superfície. Não estou pronta! Quero viver! Dezenove anos não era o bastante. (...)
É real?  
Não tive tempo para duvidar da existência da voz que ouvia: Sim! 
O que você daria para continuar viva?
Qualquer coisa! (pág. 13)

ALERTA: Não leia este livro pensando (como eu) que haveria uma cena incrível de transformação e que surgiriam caudas maravilhosas quando as meninas entrassem na Água. Elas não são esse tipo de sereia. Aparentemente, elas são inteiramente humanas e vivem quase que normalmente na civilização. Tirando o fato de que durante a servidão, elas não envelhecem, não ficam doentes ou mesmo se machucam, suas vozes são venenosas - portando não podem se comunicar com ninguém além da Água e entre si mesmas - e conseguem respirar embaixo d’água. Aliás, ao entrarem na água, a única mudança que ocorre em seus corpos é um vestido de sal que surge e as envolve.

Voltando à história.. Após 80 anos servindo à Água, Kahlen não se lembra muito da sua vida anterior, a não ser por alguns flashes desconexos do que antecedeu o naugráfio. E sua única família agora são suas irmãs-sereias: Elizabeth, Miaka e Aisling e a Água. E sua única função é alimentá-La. A Água tinha fome e para saciá-La as jovens sereias eram obrigadas a cantar com suas vozes mortais. E apesar de tantos anos fazendo isso, Kahlen não consegue superar as mortes que a rodeiam.

Parte mãe, parte carcereira, parte chefe… era uma relação difícil de explicar. (pág. 37)

Para diminuir o fardo de ser sereia, Kahlen e suas irmãs tentam levar uma vida normal, sempre com o cuidado de manter seu segredo em segredo. Pois poderiam por em risco a vida de outras pessoas além das suas próprias vidas. O que leva às garotas a se mudarem com uma certa frequencia. Enquanto morava em Miame, Kahlen em uma de suas visitas à biblioteca de uma universidade (um de seus lugares preferidos, pois gostava de estar entre os humanos e observá-los) é surpreendida por Akinli, um garoto gentil, e que a princípio, não se importa com o silêncio dela, e nem é atraído por seu encanto natural de sereia, o garoto parece interessado no que Kahlen tem a dizer, e isso desperta seu interesse.

Mais uma vez ele não se incomodou com meu silêncio. E de repente percebi o que me deixava tão desconfortável nas aventuras de Elizabeth. As pessoas que ela atraía ficavam fascinadas com as mesmas coisas que fascinavam todo mundo: nossa pele brilhante, olhos sonhadores e um ar misterioso. Mas esse garoto?  Parecia enxergar muito mais que isso. Me enxergava não só como uma beleza misteriosa, mas como uma garota que ele queria conhecer. (pág. 57)

Se apaixonar nunca foi uma opção, porque elas não ficariam por perto por muito tempo – e, se ficassem, como explicariam o fato de não envelhecerem nada dali a alguns anos? E não ficarem doentes ou se machucarem? Mas nós mais do que sabemos que ninguém manda no próprio coração e então Kahlen se vê apaixonada por um humano. Akinli.

Nada melhor (ou mais clichê - mas quem não adora clichês?!) do que um amor impossível/proibido para alimentar a trama. Uma delicinha de livro pra ler, que envolve e te prende até o último capítulo. Amei e vale a pena a leitura!!

BEIJOS, BEIJOS 

24 de outubro de 2015

#Livro | Um Ano Inesquecível



Comprei o livro só por causa da Bruna Vieira, pronto falei. Nunca li nada da Paula Pimenta, nem da Thalita Rebouças e vou contar para vocês que nunca tinha ouvido falar na Babi Dewet. Mas como tudo na vida tem uma primeira vez...

Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas... E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar.
Um Ano Inesquecível é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre!

INVERNO

Com o título "Enquanto a neve cair" Paula conta o drama invernal de Mabel, uma garota de 14 anos que quer passar a sua última semana de férias num sítio junto com suas amigas, mas o motivo principal não é esse e sim por que o crush também vai estar lá. Ela só não contava com os planos de seus pais que marcaram uma viagem para o Chile para a mesma semana.

No começo, a história demorou para me prender, achei Mabel muito reclamona e birrenta. Poxa ela tava indo pro Chile!! E queria ficar por causa de um boy? Relou Mabel! Então o fato dela sempre estar de cara fechada para tudo e zero expectativa com a viagem me deixou um pouco sem paciência. Mas aí ela chegou lá né, e não saía do Whatsapp querendo saber de tudo o que estava acontecendo com o crush no sítio. Mas cá entre nós, ele era um cafa dos piores. Normal né, a gente sempre gosta de quem não gosta da gente e acha que um milagre vai acontecer e ele vai se apaixonar da noite pro dia. Eu nunca vi alguém tão imã de babado, confusão e gritaria que nem essa menina. A história é cheia daqueles clichês românticos que nunca acontecem na vida real, mas que faz o nosso coração bater mais rápido. E no final me surpreendeu.

OUTONO

O "Som dos Sentimentos" é o conto da Babi, que narra o romance quase platônico entre Anna Júlia, uma aspirante a advogada e João Paulo, um estudante de música. Os dois se viram pela primeira vez quando João foi tocar no pátio do MASP, também pela primeira vez e se encantou por Anna de cara. Mas ela sempre passava por ele, apressada e com seus fones de ouvido. Anna é uma menina viciada em podcasts, passava o dia inteiro ouvido isso e detestava música. Como assim, produção? Mas como dizem né, que os opostos se atraem... Anna e João se "encontravam" todos os dias na avenida Paulista e demorou um pouco muito até se falarem de fato, o que deu o empurrãozinho foi o ato muito cavalheiro do rapaz de emprestar seu casaco para ela num dia chuvoso enquanto estavam esperando a chuva passar, e eles se despedem, quando Anna percebe que não devolveu o casado de João. 

Uma coisa que me incomodou foi que a história não conta muito com personagens secundários, uma vez ou outra aparece o pai ou uma amiga de Anna, mas o universo do conto bem restrito ao casal e uma vez ou outra também ela fazia uma referência ao outono pra gente não esquecer. Narrado em terceira pessoa, conta ora do ponto de vista da garota, ora do ponto de vista do garoto. A todo momento era citada alguma música que João tocava e parece que estavam fuçando a playlist do meu celular. Não amei o romance entre Anna e João, não deu aquele frio na barriga sabe?


PRIMAVERA 

"Matemática do Amor" é o conto da Bru. Jasmine é uma garota normal, uma simples mortal como todas nós que não entende como 1 + 1 = 85x²(2/4)-y e eu inventei essa equação e está prestes a perder de ano justamente por causa dessa matéria linda que chamamos de matemática. Como se isso não bastasse, tudo parece que vai dar errado na vida da garota. Principalmente quando sua arqui-inimiga Alice decide infernizar a sua vida e de uma forma bem infantil na verdade. Mas Jas soube se sair muito bem da situação e sambou na cara da vaga, que como vocês imaginam...Não parou por aí. As coisas começam a melhorar para Jas quando ela começa a ter aulas de reforço com um prof estudante de Engenharia, que por outra ironia impossível da vida, ela tinha visto e se "encantado" no metrô.

Como vocês podem imaginar, rola um romance entre os dois. Diferente dos outros contos, esse é contado em primeira pessoa, pela própria Jasmine. Podem me chamar de puxa-saco da Bruna, mas foi minha história preferida. Sobre a primavera, a mãe de Jasmine trabalha com uma floricultura, mas também não vi nada que fosse próprio da estação. Tirando isso, me envolvi super, senti raiva, friozinho na barriga, fiquei triste etc. uma montanha-russa de emoções. Gostei da forma como todos os personagens interagiram e como é romance né, a gente já prevê o clichê no final. Deu tudo certo para a garota que teve seu final feliz.


VERÃO 

Por último, mas não menos importante "Amor de Carnaval" é o conto da Thalita. A história gira em torno de três amigas: Inha, Kaká e Tati. Antes da história de fato acontecer, Thalita nos faz conhecer um pouco de cada garota, suas personalidades são bem definidas, com muita praia e muito samba. Inha é a mais centrada de todas, quer ser nutricionista; Kaká sonha com seu príncipe (e não estou falando em metáfora, é príncipe mesmo!); e Tati que almeja a fama custe o que custar. Por falar nela, grande parte das confusões de "Amor de Carnaval" acontecem por causa dessa louca dos holofotes, quando as meninas saem num site como "amigas de irmã de ficante de fulana famosa" e acaba virando uma bola de neve.. Como o título diz, o romance dessa vez acontece na festa menos romântica e mais pegação de todas: o carnaval. Inha já estava desacreditada no amor e sempre esteve convicta de que não existem amores de carnaval. Mas em pleno camarote na Sapucaí, aparece Guima-olhos-de-kiwi para provar o contrário. Só que, claro, não podia ser tão fácil assim né? Inha acaba descobrindo algumas coisas sobre Guima da forma mais improvável possível: numa manchete de site de fofoca!!!

Eu achei que o romance na história demorou um pouco para desenrolar, mas gostei do tema tratado, de como as pessoas ficam famosas "do nada", de como qualquer beijo vira notícia, de como a vida das pessoas podem ser tão expostas e como isso pode refletir na vida pessoal delas etc. Alguns gostam, como a própria Tati da história que era adepta do jargão "falem bem, falem mal, mas falem de mim". No final, Inha ainda tentou se fazer de durona, mas não resistiu ao amor, nem aos encantos de Guima e todos tiveram um happy ending.


Alguém já leu o livro, quer ler? Comentem o que acharam ou suas expectativas!!!
BEIJOS, BEIJOS

20 de setembro de 2015

#Livro | Resenha: Faça Amor, Não Faça Jogo

Conheci o Ique, o The Love Code e o Faça amor, não faça jogo tem pouco tempo. Inclusive foi por que uma das meninas do grupo "Falsianes" no whatsapp perguntou se alguém já tinha lido o livro e ai o assunto foi desenrolando para o blog, os textos maravilhoso etc. Fiquei curiosa né... E gente, gente, quando entrei naquele blog foi difícil pra sair. Li um texto após o outro e não economizei nas lágrimas. Não sabia direito nem quem era esse tal de Ique, mas fiquei fã dele no mesmo instante. 

Então comprei o livro e mesmo sem ler, foi amor à primeira vista e já estava recomendando por aí.

Sinopse: "Viver a plenitude do amor é o desejo senão de todas, ao menos da maioria das pessoas. Amar e ser amado incondicionalmente, contar com o apoio de alguém para as horas difíceis e para os momentos alegres, e saber que independentemente do que fazemos, alguém estará ao nosso lado simplesmente pelo que somos é o ideal de vida de muitos. Viver esse amor na prática, no entanto, nem sempre é fácil. E é exatamente sobre felicidade, vida e amor que Ique Carvalho fala neste livro. O autor, que começou escrevendo em seu blog e já tocou o coração de milhares de pessoas que se envolveram e se emocionaram com suas palavras, descreve com perfeição o amor que muitos procuram e poucos realmente encontram. E ele fala do amor em todas as suas expressões: desde o romântico entre duas pessoas até o mais puro e verdadeiro dos laços familiares, que ele tem com seu pai e mentor. Como as relações humanas são frágeis e complicadas, os relacionamentos tornam-se difíceis, o que nos faz buscar a felicidade nos lugares ou nas pessoas erradas. Mas o autor nos faz enxergar a vida de forma diferente. Faça amor, não faça jogo é um lembrete de que, no jogo do amor, não é necessário haver ganhadores ou perdedores. Basta olhar e aceitar novos paradigmas e acreditar no que diz seu coração. E vivenciar isso de verdade."

Mais do que um livro de autoajuda e conselhos, Ique conta histórias tocantes sobre a sua vida, relacionamentos amorosos, a rotina com seu pai e seus anseios mais íntimos. Tudo muito baseado no amor. Ahh o amor... O amor que muitos já não acreditam mais. Em forma de poemas e crônicas de um jeito cativante, único e impactante. Cada texto é digno de se piscar três vezes, sempre nos motivando a acreditar no amor e que ele existe sim! E de alguma forma nos faz querer ser uma pessoa melhor.

"Quando você sonha, a razão dorme e o coração acorda. Então, deixe o seu coração guiar você. Ele é o único que pode, um dia, levá-lo até o maior sonho da sua vida." 

Faça amor, não faça jogo é um livro que além de muito rico em amor, é riquíssimo em detalhes. Com 42 "capítulos", cada texto é antecedido por uma página vermelha com o título do mesmo. Como no blog, cada texto tem uma música para ler ouvindo. É um livro pra se levar pra vida.

14 de setembro de 2014

#Livro | Resenha: O Começo de Tudo



"O mundo quebra todo mundo, e, posteriormente, alguns ficam mais fortes nos lugares quebrados."

Esse foi um dos livros que ganhei de presente no meu aniversário. 3 meses depois... peguei para ler, confesso que até estava um pouco ansiosa e não fazia a miníma ideia do que se podia tratar a história.

Sinopse:
O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina – um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social.
Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes – melancólica e com uma inteligência mordaz.
Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios?
O Começo de Tudo é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos.


Ezra é o garoto típico de filme das High School americanas: capitão do time de tênis, o rei do baile, o garoto popular que namora a garota popular... tudo o que a gente já conhece até do avesso como funciona essas histórias. Só tem um detalhe, em mais uma dessas festinhas fúteis que os populares só fazem encher a cara e se enfiar nos quartos para fazer vocês-sabem-muito-bem-o-que, Ezra dá de cara com Charlote (até então sua namorada) com outro cara e ela não lhe dá a minima satisfação. Irritado com toda aquela situação, Ezra sai da festa para encontrar com sua tragédia particular: um acidente de carro que mudaria toda sua vida.

Ezra acredita na teoria que todos nós temos a nossa tragédia particular que vai se o divisor de águas para dizer o que é e o que não é realmente importante para nossa vida (assim como seu amigo de infância Toby que no dia de seu aniversário teve a sorte de segurar uma cabeça decapitada na montanha-russa). Essa tragédia poderia ter sido de Ezra, se no último segundo ele tivesse trocado de lugar com Toby, ou se os garotos da frente também tivessem trocado de lugar. Mas a tragédia era de Toby. Ezra viu seu amigo ser engolido pela obscuridade durante os anos seguintes, enquanto ele se tornava um sucesso.

“Às vezes acho que uma tragédia vive à espreita de todo mundo; por isso, as pessoas que vão comprar leite na esquina ou que cutucam o nariz enquanto aguardam o sinal abrir estão a apenas alguns minutos de um desastre. Na vida de todos, não importa quão comum seja, existe um momento que se tornará extraordinário – um único embate após o qual tudo o que realmente é importante vai acontecer.” página 5.


Depois do acidente, Ezra volta com o joelho arruinado, mancando de uma perna e uma bengala de presente - tudo o que o garoto popular precisava para se jogado de escanteio - literalmente, já que nem poderia comandar mais seu time de tênis. Ezra passa a fazer parte do grupo de Toby, e entra para a turma de debates, e conhece Cassidy Thorpe, uma garota nova em sua escola, que é totalmente diferente das outras pessoas que Ezra conhece. Os dois começam a passar um tempo juntos e descobrem como o mundo pode ser uma enorme caixa cheia de surpresas. Ezra terá outra vida, verá as coisas além das sacadas de bola dentro de quadra, ou de festas regadas a muita bebida e piadas idiotas. Outras pessoas, outro universo, e Ezra saberá quem ele é de verdade e o que deseja de agora em diante.

Mais que apenas um romance, o Começo de Tudo mostra os altos e baixos que a vida nos proporciona mesmo quando somos jovens. A montanha-russa na capa (que é uma metáfora clássica para altos e baixos da vida) nos mostra isso perfeitamente, assim como pode ser atribuída ao que aconteceu com Toby. O livro tem romance, tem amizade, desafios, superação, reflexão, um pouco de melancolia, e até certo suspense, uma leitura leve, mas que ao mesmo tempo te leva a reflexão.

6 de setembro de 2014

6 on 6: Book shelf

Dia 6 já chegou e o tema desse mês foi decidido meio que de última hora. E por isso, decidimos por algo que todas temos em comum: a paixão por livros!!!!

Atualmente estou com 29 livros *---*, sendo que ainda faltam 8 para ler (+ o atual). Mas é como eu sempre digo "wishlivro é uma coisa que nunca para de crescer" kkk, vocês podem ver a minha aqui.


Vejam a book shelf das meninas também!

5 de agosto de 2014

O Pequeno Príncipe, seus personagens e lições.


Até hoje, não escondo o meu amor pela história do Pequeno Príncipe. Mesmo tendo tanto tempo desde a primeira vez que o li, sempre me pego folheando o livro vez ou outra, reproduzindo alguma ilustração dele ou mesmo viajando no Google com as imagens e frases do tumblr. Agora mesmo numa dessas "viagens" encontrei o que cada um dos personagens nos ensina, algo que nos faz ver o livro com outros olhos.

Pra quem não conhece a história, em o Pequeno Príncipe, um piloto cai com seu avião em um deserto e depois de alguns dias encontra um principezinho que muda completamente a vida dele. Em meio a desenhos, rosas e planetas traz toda a ingenuidade de uma criança e nos ensina a valorizar o sentimentos alheios e próprios.
 
Imagens: O Pequeno Príncipe

Meu personagem preferido é a Raposa, a frase principal dela é uma das mais marcantes, sem falar que as cenas dela com o Príncipe são as mais lindas da história (no filme também é lindo!). Com certeza O Pequeno Príncipe não é só um livro infantil, pois com tantas lições de moral, nos faz realmente parar para pensar no que realmente importa.


XOXO

23 de julho de 2014

#Livro | Resenha: Eleanor & Park


Conheci esse livro quando fiz meu aniversário de 18 anos e pedi livros de presente para todos que me perguntavam o que eu queria ganhar. Não ganhei ele, por que meu primo achou que era bobo, mas fiquei com aquela ideia na cabeça "eles se conhecem no ônibus da escola" e corri para a livraria pra pegar ele. Como toda leitura, criei uma expectativa básica, ainda mais por que foi comentada pelo nosso conhecido tio João Verde (John Green).

Sinopse: 
Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.”



A história começa com Eleanor encarando seus colegas no ônibus do primeiro dia de aula. Ela poderia ser só a garota novata se ela não fosse justamente o tipo de pessoa que atraí esse tipo de coisa por causa de 1) seus indomáveis cabelos ruivos e 2) não bastasse ser anos 80, Eleanor era grande e se vestia como se quisesse que as pessoas ficassem olhando. No primeiro momento ninguém olhou, e ninguém ofereceu lugar para ela sentar. Foi quando começaram com a zoeira e o ônibus começou a andar; Eleanor precisava se sentar quando Park (nosso herói descendente de coreano, apaixonado por música e quadrinhos) praticamente obriga Eleanor a sentar do seu lado.

No início fica aquele clima tenso entre os dois; ninguém fala ou olha com ninguém. Na verdade, o que eles mais queriam era se livrar um do outro. E passaram váaarios dias sem ao menos se cumprimentarem. Mas sentando todos os dias nos mesmos lugares um dos dois um dia teve que ceder e esse alguém foi Park, quando percebeu que Eleanor lia seus quadrinhos pelo canto do olho e passou a deixá-la ler também.

Para Eleanor, parece que tudo dava errado. Não bastasse o bullying sofrido no colégio (coisas do tipo como ser chamada de Cabeçorvente), em casa as coisas iam de mal a pior. Vivia uma verdadeira guerra com seu padrasto, dividia um quarto com mais 3 irmãos e ainda tinha que aturar ver sua mãe sendo agredida e fingir que nada estava acontecendo (o medo constante que ela tem do padrasto é bem claro durante todo o livro). Já Park, ahh Park.. parecia ter a vida perfeita, a não ser pelo seu pai que desconfiava da sua sexualidade e tinha um queridismo por seu irmão mais novo e maior.

A medida que Eleanor e Park vão se relacionando, eles vão superando suas dificuldades um no outro e um forte sentimento surge entre os dois. Para Eleanor, Park era o Sol e para Park, Eleanor era tudo.


Não é o tipo de romance que a maioria de nós está acostumada a ler. Park foi o primeiro amor de Eleanor e ela não poderia deixar as coisas aconteceram com acontecem hoje. No livro, os personagens valorizam cada passo do seu relacionamento, superando as diferenças e as críticas. Cada toque era um momento incrivel, cada encontro às escondidas na garagem e o primeiro beijo então... nenhum dos dois queria sair dali por nada no mundo e a gente vai lendo isso na perspectiva de cada um. 

Eu até entendo por que algumas pessoas não gostaram do romance e acharam bobo, serei justa, não amei, não é o meu livro preferido, mas também não odiei. Vou confessar uma coisa para vocês: tenho algum tipo de complexo com finais, fica uma sensação de vazio, fica um "o que aconteceu com fulano". E aconteceu isso também com esse livro. A principio fiquei revolts por que nada aconteceu como imaginei, mas agora pensando bem, ficou um pontinha de esperança para o amor nele (quem já leu, pensa aí). Às vezes as circunstancias adversas são maiores que o amor que a gente sente por alguém, mesmo que esse alguém seja o nosso tudo. Às vezes temos que abrir mão do nosso tudo para seguir em frente. Foi isso que aconteceu com Eleanor e Park.

Não sei vocês, mas sempre gosto de imaginar quem seriam os personagens dos livros caso virassem filme e pesquisando algumas coisas sobre Eleanor & Park, encontrei uma garota que fez um cosplay de Eleanor e é e-xa-ta-men-te como imaginei.

Vejam outra opinião sobre esse mesmo livro no Twiggy, o blog da Drielly!

Beijos 

9 de maio de 2014

#Livro | Resenha: Austenlândia


Sinopse: 
"Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e... a companhia de belos cavalheiros."
Vi esse livro pela primeira vez no feed do instagram da Melina Souza (@melinwonderland) e foi amor instantâneo por essa capa lin-da. Na semana do meu aniversário, fui na livraria daqui da cidade e pra minha surpresa Austenlandia tava lá e eu nem pensei duas vezes. Quando cheguei em casa e vi que Jane era viciada em Orgulho e Preconceito (especialmente pelo Sr. Darcy) fiquei com mais vontade ainda de ler, por que 1) Orgulho e Preconceito é uma ótima obra, digo o filme, e consequentemente o livro, apesar de nunca ter lido. e 2) Fiz uma atividade na faculdade que envolvia as obras de Jane Austen. 


Em fim, Austenlândia conta a vida de Jane, que idealizou seu homem perfeito no século XIX, baseado especificamente no Sr. Darcy (ou melhor, no ator que faz o papel no filme). Com 33 anos e 16 namorados, Jane já havia aceitado a sua solteirice, até que a sua tia Carolyn deixou no testamento uma viagem para a Austenlândia, um lugar que recriava o ambiente dos livros da Jane Austen: a Inglaterra regencial. Onde as pessoas iam para viver como em 1816 no século XXI. Seria essa a oportunidade para ela viver a sua fantasia e depois esquecer de vez essa história de Sr. Darcy.

Abstida de qualquer coisa que fizesse parte da modernidade, Jane, agora como Srta. Earstwille, passa 20 dias usando belos vestidos de cintura imperial, botas desconfortáveis e chapéus. Agindo e falando como se vivesse mesmo no século XIX, o mundo real agora era a Austenlândia.

Mesmo sendo seu sonho, viver como se estivesse em um livro de Austen, a própria Jane parece não gostar muito. Com o passar dos dias, ela percebe que não a vida naquela época era mais entediante do que ela imaginava e que tudo não passava de encenações, até decidir entrar no jogo e ser uma nova Jane.
Shannon Hale escreveu um livro ideal para leitoras que acabam por esquecer os homens que existem na vida real e se apegam aos personagens fictícios. Existe um mundo maravilhoso nas páginas de um livro, mas existe também outro tão bom quanto fora delas. Então, amem o Sr. Darcy o quanto puderem, suspirem e fantasiem, mas não se esqueçam de que a vida real também reserva homens muito bons. (Leitora Incomum)

Confesso que esperava mais da história. Mas gostei, é uma leitura fácil e rápida. Só vim me prender mesmo nas últimas páginas (quando a emoção começa e termina também).
Tem tantos livros que uns amam e outros odeiam, então acho que cabe a cada um querer ler ou não e tirar sus próprias conclusões ;)

Quando conheci o livro, já sabia que tinha uma adaptação para o cinema e durante toda a leitura imaginei que seria bem melhor num filme e espero que eu esteja certa, acho que o filme pode traduzir melhor toda essa comédia romântica. Ainda não foi lançado no Brasil, mas já podem aproveitar o trailer.



25 de março de 2014

#Livro | Resenha: Cidades de Papel


Quentin não um nome muito comum, mas o garoto a quem esse nome pertence é.

Quentin Jacobsen (ou Q – como seus amigos o chamam) gosta de ficar em casa, nunca falta às aulas, mas sempre chega atrasado. De duas coisas ele tem certeza 1) que odeia bailes de formatura e qualquer outra coisa que tenha a ver com isso e 2) é assumidamente apaixonado por Margo Roth Spiegelman, sua vizinha e “rainha” da escola.

Uma vida comum, para um garoto comum, certo? Não. E o que tem de incomum na vida de Q é justamente ela: Margo Roth Spiegelman.

O livro começa com um prólogo quando Quentin e Margo ainda são crianças e num passeio de bicicleta, se deparam com uma cena chocante. Depois disso, eles simplesmente se afastaram e suas vidas poderiam continuar separadas para sempre se Margo não tivesse aparecido em sua janela no meio da noite, numa noite qualquer de um cinco de maior qualquer, vestida como uma ninja, pronta para se vingar do mundo (mas para isso ela precisava da ajuda de Quentin. E do carro da mãe dele, claro.).
Gostava de sentir tédio. Não queria gostar, mas gostava. E assim, o cinco de maio poderia ter sido um outro dia qualquer — até pouco antes de meia-noite, quando Margo Roth Spiegelman abriu a janela sem tela do meu quarto pela primeira vez desde que me mandara fechá-la nove anos antes. (página 32) 

— Hoje, meu bem, vamos acertar um monte de coisas que estão erradas. E vamos estragar algumas que não estão certas. Os últimos serão os primeiros; e os primeiros serão os últimos; os mansos herdarão a terra. Mas, antes de redefinir completamente o mundo, precisamos fazer compras. (página 38)
Ainda relutante e preocupado se nesse plano ele não cometeria nenhum delito grave, Quentin aceitaE pela primeira vez, Quentin quebra a sua rotina para viver uma noite de aventuras ao lado de Margo. – e pra mim essa é a parte mais legal do livro: Margo e Quentin aprontando na calada da noite.



Assim que a noite termina, Q vai para a escola crente que as coisas entre eles serão diferentes e pensando nas coisas que iria dizer para ela, mas descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo tornou-se um mistério (não que isso fosse uma coisa fora do comum, todos já estavam acostumados com os sumiços dela, mas os dias vão passando e dessa vez, não parecia que ela iria voltar). No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Então Q se vê pronto para viver sua própria aventura, com a ajuda de seus amigos Ben e Radar em busca de Margo que ele acreditava ter deixado as pistas para ele encontrá-la e a fim de descobrir o significado das cidades de papel e descobrir quem é Margo de verdade. Esse desenrolar da história, já é na segunda parte do livro, e o mais cheio de emoções. 

É nesse ponto do livro que você chega a pensar que o autor escreve sempre a mesma história com o jeito diferente (tem características muito semelhantes com Quem é você Alasca?) e quando você pensa já ter resolvido o mistério de Margo Roth Spiegelman... John Green vira revira a sua mente! Ele nos instiga a questionar quem queremos ser ou como queremos ser e se realmente conseguimos enxergar as pessoas que conhecemos como elas são ou apenas como queremos que elas sejam; você provavelmente já se perguntou a razão do titulo do livro, mas isso é algo que você precisa ler e entender, você pode está vivendo em uma cidade de papel, com pessoas de papel e nem saber.

Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um. (página 16)

Eu tinha imaginado um final diferente para o livro, talvez por ser romântica de mais, ou achar que em livros o amor sempre supera tudo e blá blá blá, mas não acontece isso em Cidades de Papel. Talvez o final feliz nem sempre seja idealizado com um casal feliz. Talvez um final feliz seja bem longe de todos sendo quem você sempre quis ser.

24 de janeiro de 2014

Once Upon a Time virou livro!

Geeeeente cês não sabem!
Um belo dia, eu fui contar quanto dinheiro tinha no meu cofrinho e peguei parte dele pra comprar um livro. E lá fui eu para a livraria sem exatamente nenhum em mente. Olhei alguns que estavam na vitrine, outros na bancada principal mas nenhum me agradou e nenhum que eu perguntava tinha. Sem mentira nenhuma, fiquei um pouco mais de uma hora procurando em cada buraco daquela loja - acho que as vendedoras já estavam me achando suspeita. Até que eu escolhi um lá mas não tava SATISFEITA, FELIZ, com a compra. Só que tinha um detalhe, eu não havia olhado em uma prateleira especial - hehehehe - quando vejo aquele título familiar e surtei na hora.



A Once Upon a Time Tale - Despertar é um livro baseado na primeira temporada da minha série favorita de todos os tempos Once Upon a Time e pelo pouco que eu já li e pesquisei não é de criar muitas expectativas (para quem já acompanha a série), pois narra a história como se fosse um resumo da mesma. Acredito que o livro foi feito para aqueles que ainda não assistiram como assim não? à série. Acho que pra recriar toda a magia de OUAT, teria de ser uma coleção inteira - se já é muita responsabilidade transformar um livro em filme, imagina o contrário?
Mas como uma oncer, não vou deixar de lê-lo e de uma coisa eu tenho certeza: vou ler imaginando a cena exatamente como ela é :3

Imagem: Psycho Reader
A sinopse é a mesma da série:
Emma Swan sabe muito bem como se virar sozinha. Ela foi abandonada quando ainda era um bebê e a vida não tem sido exatamente um conto de fadas para ela desde então.
Quando o filho que ela abandonou anos atrás a encontra tudo se tornará ainda mais complicado. Henry tem 10 anos agora e acredita que a mãe tenha nascido em um mundo alternativo mágico e que, na verdade, seja a filha desaparecida da Branca de Neve Snow para os íntimos u.u com o Príncipe Encantado.
Emma não acredita em uma palavra, mas de acordo com Henry, ela é a unica que pode quebrar a maldição, jogada pela Rainha Má, e que afeta todos os personagens dos contos de fadas. Eles estariam presos em nossa realidade, na cidade fictícia de Storybrooke, sem seus poderes mágicos e sem qualquer lembrança de suas verdadeiras identidades.

Enquanto isso estou no aguardo da 3ª temporada mentira, já baixei até o cap. 11 e tô pirando aqui com o suspense e acompanhando OUAT in Wonderland, que eu super recomendo também.

2 de janeiro de 2014

#Livro | Resenha: Quem é você, Alasca?

Primeiramente, Feliz Ano Novo meus amores!! Muitas realizações para esse 2014, afinal são 365 oportunidades que ganhamos novamente, então... Em vez de pedir que 2014 seja bom, FAÇA com que ele seja bom! (isso vale pra mim também ._.)

Tem um tempinho desde a última vez que trouxe uma resenha aqui pra vocês não é? eu tava lendo Morte Súbita de J.K Rowling, mas não consegui finalizar a leitura por que a) eu tava achando um pouquinho chato, mas queria continuar lendo por que talvez ele me surpreendesse até o final e b) entrei pra faculdade e não tive mais tempo pra me dedicar inteiramente ao tipo de leitura que eu realmente gosto.

Nesse finalzinho de ano, deram duas semana de recesso e como eu não ia conseguir ler 500 páginas nesse período, aproveitei para ler um dos últimos livros que eu comprei.
Acho que é um bom post pra estrear 2014. rs.

"... se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão."
Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras - e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta Françoies Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".



Depois de ler A Culpa é das Estrelas e O Teorema Katherine, do John Green, comecei a minha maratona de ler os livros do cara e entre Cidades de Papel e Quem é você, Alasca?, escolhi o primeiro romance dele.

Quem é Você, Alasca? conta a história de Miles, que vocês vão conhecer como "Gordo" (Porque você é magricela e isso se chama ironia. p.14) e um pouco da dos seus amigos também e é narrada por ele mesmo. A história é dividida em duas partes: ANTES e DEPOIS. Durante todo o Antes, os "capítulos" são como uma contagem regressiva de dias - ex.: cento e trinta e seis dias antes - (o que me deixou muito curiosa para saber que diabos acontece no dia depois do "último dia" - que é o último capítulo do Antes) e os "capítulos" do Depois é uma contagem crescente de dias - ex.: vinte e oito dias depois.



Voltando a história... Quando na sua festa de aniversário só aparecem duas pessoas com quem ele mal conversava, Miles (um cara que coleciona últimas palavras - pode até soar fúnebre, pois é - ele gosta de saber o que pessoas famosas disseram antes delas morrerem) decide ir embora de casa e estudar em um colégio interno, em busca do Grande Talvez da sua vida.
"François Rabelais. Era poeta. Suas últimas palavras foram: Saio em busca de um Grande Talvez. é por isso que estou indo embora. Para não ter de esperar a morte para procurar o Grande Talvez."  (Miles "Gordo" p.5)
Lá, ele conhece Chip, ou como prefere ser chamado, Coronel (baixinho que odeia gente rica), o seu colega de quarto e futuro melhor amigo. Através de Chip, Miles conhece Alasca, a garota mais linda da história da humanidade segundo ele e fica bem claro que ele se apaixona por ela nesse instante, sentimento que aparentemente não é correspondido (e nem fica claro), pois Alasca tem namorado. Num colégio onde existem regras rígidas quanto à cigarro, bebida e sexo, esse trio vai aprontar muito junto com Takumi e Lara (que acaba sendo a primeira namorada do Miles). No decorrer da história eles vivem uma verdadeira farra, tudo novidade para o Miles né?! que era invisível na sua antiga escola. Falando assim, parece até um livro fútil, mas acho que o Miles não encontraria seu Grande Talvez festando e quebrando regras no colégio. O que me prendeu mesmo, foi a curiosidade de saber o que vinha depois do Antes e antes do Depois e o drama que se seguiu após ele. - e acho que é o que prende todo mundo.


Mais uma vez, John Green nos surpreende com uma grande reviravolta e ganha mais um livro na lista de favoritos de muita gente! Típico dele, é uma leitura muito rápida que mescla várias emoções - do rir até o chorar. Do nervoso até o coração apertado.