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13 de novembro de 2010

De Volta Para Casa



“ Hoje é o meu ultimo dia aqui em Manhattan, e posso dizer que foi inesquecível. Já me familiarizei, fiz novas amizades e encontrei um grande amor: ele se chama Paul (se fala ‘Pôw’), é do tipo perfeito, nos encontramos sempre e estamos juntos a algum tempo - mas estou com saudades de casa – ainda não contei que estou voltando para casa – não quero me separar dele – vou tentar dizer isso à ele hoje, e dizer também que eu o amo muito e que voltarei em breve para vê-lo novamente. Quem sabe ele possa ir visitar o Brasil ”.
No mesmo dia Fernanda foi à procura de Paul para se despedir, mas sua família informou que ele havia feito uma viagem inesperada a trabalho - ela sentia que estava deixando uma parte sua ali – disse que estava voltando para o seu país e pediu para que avisassem ao Paul, e quando ela chegasse ao Brasil se comunicaria, pois seu vôo sairia a poucas horas.
Já no Brasil, a família de Fernanda também não sabia da sua vota – foi uma surpresa e tanto – até o seu antigo namorado ficou feliz em vê-la novamente.
Por alguns momentos Fernanda parecia ter esquecido Paul – tão distante agora.
“Quero voltar” – pensava Fernanda – “poderia ter esperado para dizer adeus” .
Ela estava se arrependendo – e como. Seu grande amor, de momentos inesquecíveis e perfeitos. Abandonado em outro continente.
Por duas semanas, Fernanda passou dia após dia, ligando para Paul, enviando e-mails e toda forma de comunicação possível – mas toda tecnologia do mundo parecia inútil – Paul não atendia as ligações , nem respondia suas mensagens.
Cada dia que passava a culpa dominava a mente de Fernanda: “eu deveria ter contado antes, não iria ser para sempre”.
Se passaram três meses e Fernanda não desistiu de falar com Paul, quando recebeu uma ligação, e uma voz em soluços, pedia desculpas pela demora – um fio de esperança reluzia dentro da garota – e depois a bomba: o Paul sofreu um acidente na volta da viagem – mais soluços – e não resistiu. A voz ainda disse: “ele te amava muito garota”. PI...PI...PI... a ligação caiu.
Fernanda soltou o telefone deixando-o cair no chão, e o seguiu, dobrando-se sobre os joelhos. Chorou muito e lamentou a perda do seu amor. Os dias pareciam longos e dolorosos. Fernanda recordava os momentos, observando as poucas fotos e desmoronava em lágrimas.
Naquela noite, Fernanda sonhou com Paul: eles estavam num parque de Manhattan, numa tarde de outono. O rapaz dizia o quanto a amava, e ela o mesmo. O demorado beijo, que foi capaz de fazer a moça sentir a força em seus lábios, mostrava o enorme laço de amor que ainda existia, apesar da distância – agora inalcançável.


Dominique Melo                     


                                                   

23 de outubro de 2010

Prova de Amor



Numa tarde de verão, um jovem resolveu visitar sua namorada. Ao chegar na casa dela, descore que a porta estava aberta.
Logo que entrou na casa foi chamando pela moça. Ele planejava levá-la para sair e a pedi-la em casamento.
A mãe de Marcela chegou na sala com algumas bolsas nas mãos.
- Está acontecendo alguma coisa, dona Lúcia? Onde está a Marcela? – perguntou o rapaz, ficando preocupado.
- Eduardo – começou Lúcia – não precisa se preocupar vai ficar tudo bem. A Marcela está no hospital, ela teve outra crise daquelas. Vamos, tenho que levar essas coisas.
Eduardo pegou uma das bolsas, entrou no carro com Lúcia e seguiram a caminho do hospital.
Quando chegaram ao hospital, uma enfermeira os levou até o leito onde Marcela estava. No corredor havia uma placa dizendo: UTI.
- Por que estamos aqui? – perguntou Eduardo.
- Parece que o estado da garota é grave. Ela teve que ser transferida para cá. – informou a enfermeira.
Marcela dormia como um anjo. Lúcia segurava a mão da filha com os olhos fechados – parecia fazer uma oração. Enquanto Eduardo a olhava cheia de tubos.
Um homem de cabelos grisalhos entrou no quarto com uma prancheta nas mãos.
- Senhora Lúcia ? – perguntou
- Sim – respondeu a mãe.
- A Marcela entrou em estado de coma logo depois que a senhora saiu – disse o homem de colete branco.
A mãe da garota começou a chorar e foi retirada do quarto pela mesma enfermeira que a deixou ali.
- Eu sou o namorado dela. Pode falar – anunciou Eduardo.
- Bem, a Marcela vai precisar de um transplante de coração. Sinto dizer que ela não pode esperar por muito tempo – o homem escolhia as palavras.
Eduardo olhou para Marcela e chorou.
Beijou sua amada pela ultima vez.
Andou até a recepção do hospital, pediu uma folha e uma caneta.
Na madrugada da mesma noite, o médico informou a mãe de Marcela que havia chegado um coração para ser transplantado.
Depois que cirurgia foi feita, um enfermeira entregou um envelope a Lúcia.
- O doador pediu para ler quando a pessoa que recebesse o coração acordasse.
Dois dias depois, Marcela já estava consciente.
- Mãe, onde está o Eduardo? Ele não vem me ver?
Lúcia estava emocionada. Ela entregou o envelope à filha.
- Leia. É para você.
A carta dizia assim:

“Meu amor,
Quando nos conhecemos, dizíamos que o nosso amor iria ser para sempre. Olhando para você aí nesta cama de hospital, eu pensei: ‘não pode acabar assim’. Por isso que eu decidi viver junto com você. Dentro de você. Assim estaremos preto um do outro para sempre. Eduardo”.

Marcela chorava muito. Dentro do envelope ainda havia um anel, nele estava cravado: EU TE AMO!